domingo, 28 de julho de 2013

"Sejam revolucionários"- Papa Francisco I

O jovem por si só é inconformado. Busca a utopia. Tem energia para lutar por seus ideais. Tem demandas sociais, etc. Estranha-me muito, aqueles que já se conformaram com o status quo. A falta de experiência pode ser um obstáculo, mas também é um freio no ímpeto revolucionário. Com todo o respeito a Sua Santidade o Papa Francisco I, mas utilizo suas palavras.

Como bem falou o Papa Francisco I, em uma entrevista concedida à Rede Globo, ainda também me surpreendo com jovens como eu (mesmo que já com princípio de calvície), já desistiram e perderam força na luta por seus ideais, se é que já tiveram algum. O Papa, falou de uma espécie de exclusão das extremidades, exclusão do idoso e do jovem. Exclusão daqueles que não produzem. O abandono social destes perante os grupos sociais que estão no centro, à sociedade ativa economicamente.

A sociedade capitalista prega o consumismo e o individualismo, a exploração do trabalho, etc., contudo, parece que ultimamente essas consequências estão mais alarmantes do que se imagina. Já que o mundo todo passa por crises sociais e financeiras, pessoas morrem de fome todos os dias, crianças não possuem educação, pessoas não tem habitação, mendigos morrem de frio nas ruas, jovens não tem emprego, idosos não tem uma velhice digna, e muito mais. Configura-se uma sociedade que aparenta ter esquecido do principal objetivo dela existir, o ser humano e suas mazelas.

Concordando com o Pontífice, acredito numa sociedade que vá além de uma união de egocêntricos. Acredito em uma revolução humanizadora. O mundo precisa se humanizar, precisamos levar em consideração as relações humanas. A proximidade com as pessoas, a solidariedade, a fraternidade, a sustentabilidade. Nós seres humanos nos tornamos indivíduos, e como indivíduos vivemos nossa individualidade, com todo mérito e direito, contudo nos esquecendo que nossa individualidade convive com outras, e que todos possuem suas peculiaridades, e não podemos nos afastar uns dos outros na luta por um mundo melhor.

A partir da entrevista, pensei nas questões revolucionárias. Que o jovem normalmente é revolucionário, um movimento natural de sua própria juventude e vigor. No entanto devem estar atentos à manipulação de seu ímpeto. Então a partir disso elevo meu discurso a conclamar que nós todos, independente de sermos jovens, devemos lutar por um mundo no qual as mazelas sociais sejam eliminadas. Se não forem eliminadas, ao menos combatidas. Mas combatidas da forma correta. E se nossos governantes não nos representam, então que se mudem os governantes. E se pagamos muitos impostos, que eles sejam revertidos para a Educação, Saúde e Segurança, tão precários em nosso país.

Faço um discurso certamente piegas, mas eu vejo uma falta de vigor, uma falta de sentido para a juventude, que aparenta que o mundo não tem esperanças de mudanças. Temos que lutar por nossos direitos, e dialogar com todos. Devemos nos aproximar das pessoas, para que todas sejam incluídas no processo politizante. Devemos, nós politizados, politizar. Da mesma forma que cristãos se encaminham a comunidades distantes para evangelizar. Os caminhos são semelhantes.


O meu apelo é para que sejamos revolucionários, não mártires. Entendo que devemos todos nos levantar contra as injustiças sociais que nos afligem. E penso que principalmente os movimentos sociais tem que estar junto das pessoas. O que muitos já fazem. Mas que as pessoas participem com sua cota de responsabilidade social. Não adianta fazer um discurso eloquente contra um governo opressor ou contra uma ideia assim ou assado, adianta mudar as atitudes, lutar nas formas mais básicas, mudar os hábitos. Alimentar nossos pobres e educa-los. Eles não estão à margem, eles são da sociedade também, porque são reflexo da exploração absurdamente imposta a todos nós todos os dias em nossos lares, empregos, faculdades, etc. A luta contra a perpetuação de ideias retrógadas, e maléficas à liberdade é diuturna. Não devemos esmorecer. Sejamos revolucionários, mas não só os jovens, sejamos todos!

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